Da redação
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou, durante a 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (LARC 39), em Brasília, a saída do Brasil do Mapa da Fome e os avanços no combate à insegurança alimentar. Dias enfatizou que a reversão do cenário de fome e pobreza dado no início do governo Lula ocorreu graças à prioridade política do tema. Segundo ele, a decisão permitiu que o Brasil deixasse o Mapa da Fome em julho de 2023, conforme anunciado pela FAO.
“O combate à fome exige decisão política e essa foi a primeira decisão do presidente Lula: ninguém passar fome no Brasil”, afirmou Dias. Ele ressaltou a importância de políticas públicas estruturadas, baseadas em evidências e monitoramento, destacando que “sem diagnóstico e evidência, não há política pública eficaz”.
O painel reuniu representantes de Chile, Uruguai, Caribe, México, Guiana, Cuba, República Dominicana e Costa Rica, que compartilharam ações e programas adaptados a cada país contra a fome e a pobreza. À tarde, Dias se reuniu com o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, para discutir a integração dos trabalhos da ONU na área e destacou a importância da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa copresidida pelo ministro.
O Brasil apresentou propostas ao documento final da conferência visando ampliar a resiliência de grupos vulneráveis, promover o acesso à ciência, tecnologia e inovação para adaptação climática e garantir a participação social nas políticas alimentares regionais.
Apesar dos avanços, dados da CEPAL mostram que 33,6 milhões de pessoas ainda passam fome na América Latina e Caribe, 167,2 milhões enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave e 181,9 milhões não conseguem custear alimentação saudável, desafios que impactam especialmente mulheres e moradores rurais. Para Qu Dongyu, “podemos transformar esses desafios em oportunidades, em benefício para todos”.






