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Guerra no Oriente Médio já afeta 16 países e aprofunda crise de deslocamento


Da redação

A guerra no Oriente Médio já afeta ao menos 16 países, com o número de mortes aumentando à medida que o conflito entra no sexto dia de ataques e contra-ataques em toda a região. Segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, os sistemas de saúde estão sobrecarregados diante da escalada da violência.

Em entrevista a jornalistas, na quinta-feira em Genebra, Ghebreyesus informou que quase mil mortes foram registradas no Irã, além de dezenas no Líbano, em Israel e em outros países do Golfo. A OMS confirmou ainda 13 ataques a instalações de saúde no Irã e um no Líbano. O diretor destacou o deslocamento em larga escala: cerca de 100 mil pessoas já deixaram o Irã e mais de 60 mil estão deslocadas no Líbano. Ele alertou que novas ordens de evacuação podem afetar até 1 milhão de pessoas.

A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) afirmou que a guerra intensificou o sofrimento no Oriente Médio, descrevendo uma “deterioração acentuada” da situação dos mais vulneráveis desde os ataques israelenses e norte-americanos ocorridos no fim de semana, seguidos por contra-ataques do Irã. Segundo o Acnur, quase 25 milhões de pessoas deslocadas à força já vivem nos países afetados.

No Líbano, a Missão de Paz da ONU, Unifil, relata contínuas trocas de tiros ao longo da Linha Azul, entre o Hezbollah e forças israelenses. Em resposta à crise, agências humanitárias alertam para os riscos crescentes enfrentados pelos civis e o deslocamento em massa.

A Unifil tem auxiliado no transporte de dezenas de civis, incluindo crianças, idosos e pessoas com deficiência, de vilarejos próximos à Linha Azul para locais seguros. Segundo a missão, seus integrantes continuam mobilizados na região, atuando para proteger a população em meio às difíceis condições de segurança.