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Israel bombardeia reduto do Hezbollah no sul de Beirute


Da redação

Israel bombardeou, nesta quinta-feira (5), a infraestrutura do Hezbollah em Dahiyeh, subúrbio ao sul de Beirute, bastião do grupo fundamentalista apoiado pelo Irã. Antes do ataque, o Exército israelense ordenou a evacuação imediata dos moradores. “Salvem suas vidas e esvaziem suas casas imediatamente”, alertaram as Forças Armadas israelenses à região, que reúne centenas de milhares de pessoas. Após o aviso, tiros foram disparados para o alto e formaram-se grandes congestionamentos enquanto moradores deixavam o local.

Pouco depois das 21h, Tel Aviv foi alvo de explosões e sirenes antiáreas soaram na cidade, obrigando os residentes a buscarem abrigo. O Ministério da Saúde do Líbano registra, até agora, 123 mortos em ataques israelenses. Neste mesmo dia, ao menos seis integrantes de duas famílias morreram em bombardeios no sul do país, enquanto outros cinco faleceram após explosões atingirem carros em diferentes áreas, segundo autoridades locais. Israel também matou Wasim Atala al-Ali, alto membro do Hamas, em um campo de refugiados no norte libanês.

O Hezbollah reivindicou novos ataques contra o norte de Israel como retaliação à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto no último fim de semana em ataque conjunto dos Estados Unidos e Israel, que deu início ao conflito. Em pronunciamento, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o grupo vai “enfrentar a agressão israelense-americana” e não se renderá. Na véspera, o grupo declarou ter entrado em confronto direto com soldados israelenses em Khiyam, a seis quilômetros da fronteira.

De acordo com trégua firmada em novembro de 2024, apenas a ONU e o Exército libanês podem operar ao sul do rio Litani. Israel, no entanto, mantém tropas em cinco pontos estratégicos e realiza bombardeios frequentes por conta da recusa do Hezbollah em entregar as armas.

Antes do bombardeio, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, prometeu que o subúrbio de Beirute ficaria igual a Khan Yunis, devastada por ataques recentes em Gaza, e afirmou: “O Hezbollah cometeu um erro e pagará caro por isso”. Smotrich concluiu: “Estamos cortando a cabeça do polvo no Irã e, ao mesmo tempo, cortaremos também o braço do Hezbollah”.