Da redação
A Polícia Federal divulgou mensagens encontradas nos celulares de Daniel Vorcaro, preso novamente na quarta-feira, 4, que expuseram a influência do banco Master em órgãos públicos e métodos de intimidação contra opositores. Entre as conversas, destaca-se um diálogo atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, no dia da primeira prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2023. Moraes nega ter tido contato com o banqueiro. Nas mensagens, Vorcaro buscava interferência para evitar a liquidação do banco.
A PF também identificou indícios de que servidores do Banco Central, como Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana, teriam recebido propina para favorecer o Master. As conversas mostraram um setor da organização dedicado a monitorar e intimidar adversários. Em um dos diálogos, Vorcaro ordena a Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão que agrida o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Mourão tentou suicídio após ser preso, aumentando críticas sobre a atuação da PF. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, determinou a transferência de Vorcaro para uma penitenciária de segurança máxima em Brasília na quinta-feira.
Ainda na quinta-feira, o ministro do STF Flávio Dino suspendeu a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, aprovada pela CPI mista do INSS. Dino argumentou que a decisão não poderia ter sido tomada coletivamente. Antes disso, na terça-feira, 3, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, rejeitou um requerimento do governo pedindo a anulação da votação, em derrota para o Planalto.
Na noite de quarta, a Câmara aprovou, após acordo liderado por Hugo Motta (Republicanos-PB), a PEC da Segurança, prioridade do governo Lula. O ponto do plebiscito sobre a maioridade penal foi retirado. A proposta, que vai ao Senado, prevê cooperação entre governos e reforço no combate a facções criminosas.
No cenário econômico, a guerra no Oriente Médio reverteu tendências recentes: o dólar voltou a ser negociado acima dos R$ 5,20 e o Ibovespa recuou para a faixa dos 180 mil pontos após ataques de Israel e EUA ao Irã.







