Da redação
Neste 8 de março, a ONU Mulheres faz um apelo global pela união de mulheres e meninas na luta por direitos e justiça iguais. Segundo a agência da ONU, atualmente não existe país que tenha eliminado totalmente as disparidades legais entre homens e mulheres. Dados revelam que, no mundo, as mulheres possuem apenas 64% dos direitos legais garantidos aos homens, enfrentando desvantagens em áreas como trabalho, segurança, família, propriedade e mobilidade.
Estima-se que, mantendo-se o ritmo atual de progresso, serão necessários 286 anos para eliminar todas as lacunas na proteção legal das mulheres. Entre os principais obstáculos estão normas sociais prejudiciais e leis discriminatórias, que dificultam o acesso igualitário à justiça e a efetivação dos direitos.
A ONU Mulheres destaca que justiça igualitária significa garantir e proteger direitos, assegurando que todos tenham igualdade perante a lei, conforme o artigo 7º da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Na prática, isso inclui acesso à educação, fim do casamento infantil, liberdade para trabalhar e liderar, e eliminação de discriminação nas leis laborais, de saúde e jurídicas.
Este ano, as celebrações oficiais do Dia Internacional da Mulher na ONU serão realizadas em 9 de março, com foco na justiça igualitária, em consonância com a 70ª sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher (CSW70), entre 9 e 19 de março. Representantes de Estados-Membros, entidades da ONU e sociedade civil irão debater formas de promover “sistemas jurídicos inclusivos e equitativos” e eliminar leis e práticas discriminatórias.
A mobilização coletiva ocorre sob o lema “Direitos. Justiça. Ação. Para TODAS as mulheres e meninas”, com incentivo à divulgação de histórias e mensagens nas redes sociais usando a hashtag #ForAllWomenAndGirls.







