Da redação
O Conselho de Segurança da ONU debateu nesta quinta-feira, 22 de julho de 2025, o papel de energia, minerais essenciais e segurança global. A subsecretária-geral de Assuntos Políticos, Rosemary DiCarlo, afirmou que esses recursos estão entre os principais motores da economia do século 21, sendo indispensáveis à produção de smartphones, veículos elétricos e tecnologias médicas de ponta.
DiCarlo destacou que, há dez anos, minerais como lítio, cobalto e níquel tinham uso estratégico restrito, mas hoje são fundamentais para a economia digital e para a transição energética. Em 2023, o comércio desses minerais brutos e semiprocessados movimentou cerca de US$ 2,5 trilhões, equivalendo a mais de 10% do total global. Especialistas projetam que a demanda pode triplicar até 2030 e quadruplicar até 2040.
Segundo a representante, esse crescimento oferece oportunidades para geração de empregos, diversificação econômica e desenvolvimento sustentável. No entanto, DiCarlo alertou que a corrida por minerais essenciais impulsiona a competição geopolítica, pressiona cadeias de suprimentos e está frequentemente associada a violações de direitos humanos e degradação ambiental.
A ONU criou um Painel de Alto Nível sobre Minerais Essenciais para a Transição Energética, com princípios que envolvem direitos humanos, equidade, transparência e responsabilidade na mineração e no uso de recursos. DiCarlo ressaltou responsabilidades compartilhadas entre países produtores e consumidores na implementação de governança e regulamentação.
Entre os exemplos citados, a República Democrática do Congo responde por mais de 70% da extração global de cobalto, enquanto Mianmar é uma das maiores fontes mundiais de elementos de terras raras, indispensáveis para eletrônicos avançados. A Ucrânia, por sua vez, possui reservas relevantes de titânio e lítio, essenciais para tecnologias aeroespaciais e manufatura avançada.







