Da redação
O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), contestou nesta sexta-feira (6) uma nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do ministro Alexandre de Moraes. Segundo Viana, a comissão parlamentar não divulgou material sigiloso relacionado a integrantes da Corte e atuou “dentro dos limites legais e regimentais”.
A nota do STF foi publicada após suspeitas de que conversas extraídas do celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, presas no dia 17 de novembro de 2023, teriam sido tornadas públicas pela CPI. Alexandre de Moraes, por meio do comunicado, afirmou que não recebeu os prints de mensagens atribuídos a Vorcaro. Uma análise técnica, de acordo com o STF, indica que as mensagens não envolvem Moraes, mas contatos distintos do executivo.
Apesar disso, pessoas ouvidas pelo Estadão confirmaram trocas de mensagens entre Vorcaro e Moraes na data da prisão do banqueiro, feitas através do recurso de visualização única por WhatsApp. O conteúdo dos diálogos, obtido durante a extração de dados realizada pela Polícia Federal (PF), inclui sete imagens de rascunhos do bloco de notas do empresário, mostrando negociações sobre o Banco Master e citações a procedimentos judiciais sigilosos.
A defesa de Vorcaro pediu ao STF investigação sobre o vazamento das conversas extraídas de seu celular, incluindo diálogos com autoridades. O ministro André Mendonça, relator do caso, determinou abertura de inquérito pela PF para apurar a origem dos vazamentos das informações, que estavam sob guarda da corporação e foram compartilhadas com a CPI do INSS.
Em reação à decisão, Viana declarou receber a medida “com serenidade e respeito institucional”, mas enfatizou que o Congresso tem prerrogativas constitucionais próprias para conduzir suas investigações.







