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Marcha das mulheres reforçam luta contra o feminicídio

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Da redação

Em 1975, a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, data que celebra a luta histórica das mulheres por igualdade, direitos trabalhistas e voto feminino. A origem do movimento remonta a greves e marchas em Nova York, em 1908, e ao protesto de 90 mil operárias russas em 1917, que exigiam “pão e paz” e melhores condições de trabalho. Passados mais de cem anos, conquistas como o voto feminino e a participação política foram alcançadas, mas a luta pela igualdade salarial, respeito e direito à vida ainda persiste.

Em 2025, o Brasil registrou 1.568 assassinatos de mulheres por razões de gênero, média de quatro por dia; no Distrito Federal, foram 33 casos, superando os 23 homicídios de 2024 e evidenciando o avanço da violência de gênero. O cenário reforça a necessidade de que as mobilizações do Dia Internacional da Mulher continuem sendo fundamentais para consolidar o respeito e o reconhecimento dos direitos das mulheres.

Neste domingo (8), centenas de mulheres se reuniram em Brasília para o ato unificado do Dia Internacional da Luta das Mulheres, realizado desde 2017, neste ano em frente à Funarte. A professora Vilmara Pereira do Carmo, da Marcha Mundial das Mulheres, ressalta que, apesar dos avanços, ainda há muitos desafios, principalmente o combate ao feminicídio. Ela defende políticas de prevenção, educação contra o machismo e melhor estrutura para atender as vítimas, como a construção de Casas da Mulher Brasileira no DF.

A enfermeira Marcela Vilarim de Maria destaca a atuação do sindicato de enfermagem no evento, chamando atenção para a violência sofrida por profissionais da área, em sua maioria mulheres. Relatos de agressões verbais e físicas vêm aumentando, agravados pela precarização do sistema de saúde. Segundo Marcela, a marcha também reivindica melhores condições de trabalho e valorização da categoria.

O 8 de março permanece como marco de resistência. Em Brasília e em todo o país, mulheres seguem ocupando o espaço público para reivindicar direitos e afirmar que, embora haja progresso, a luta pela dignidade e segurança ainda é urgente e contínua.