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DJs do Distrito Federal falam das vivências e do impacto da música na capital

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Da redação

O Dia Mundial do DJ é celebrado nesta segunda-feira (9), data que homenageia esses artistas e reforça o papel social da música no auxílio a pessoas em situação de vulnerabilidade. No Distrito Federal, a data se conecta à trajetória do Hip Hop, especialmente em Ceilândia, onde a Casa do Hip Hop DJ Jamaika se tornou referência. Ocimar Feitosa, 52 anos, DJ há mais de 30 anos e cofundador da Casa, destaca que o dia vai além da comemoração: “O Dia Mundial do DJ surgiu também por uma questão social, não só para comemorar, mas para se solidarizar”.

A data, criada em 2002 pela World DJ Fund Foundation e pela Nordoff Robbins Music Therapy, propõe que toda a renda de DJs, clubes e rádios seja revertida para pessoas enfermas e em situação vulnerável. Em Ceilândia, a Casa do Hip Hop DJ Jamaika promove, a partir das 19h, um encontro de DJs com intuito solidário. “Temos famílias para atender”, frisa Ocimar, que também valoriza a formação de novos DJs: “O legado tem que ficar, a geração nova tem que continuar”, afirma.

Exemplo dessa continuidade é Jean Carlos Almeida, o DJ Jean C, 49 anos, ex-aluno de Ocimar e atuante desde 1997. Jean C organiza eventos tradicionais de Hip Hop e, desde 2015, ministra aulas no projeto Jovem de Expressão, em Ceilândia. “Quero ter o maior número de alunos preparados artisticamente para atender esse cenário atual”, destaca Jean C, que já vê novos talentos surgindo de suas turmas.

Entre eles está Jakeline Ribeiro, a DJ J4K3, de 28 anos. Ela relata os desafios e conquistas das mulheres que buscam espaço na cena Hip Hop do DF. “Mesmo nas dificuldades, sendo mães, educadoras, é visível que muitas de nós não temos o mesmo acesso ou respeito. Mas seguimos na luta resistindo”, afirma.

J4K3 começou a carreira como DJ em 2021, após anos envolvida com a dança no Hip Hop. Hoje, ela incentiva outras mulheres a ocuparem o cenário: “Amo incentivar mais mulheres na cena, precisamos, somos muitas e múltiplas”, conclui.