Início Mundo Conflito no Oriente Médio afeta inspeção de armas químicas na Síria

Conflito no Oriente Médio afeta inspeção de armas químicas na Síria

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Da redação

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta terça-feira para discutir o programa de armas químicas da Síria nos dois primeiros meses do ano. Segundo relatório apresentado por Adedeji Ebo, subsecretário-geral do Escritório das Nações Unidas para Assuntos de Desarmamento (Unoda), a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opac) confirmou a destruição das 27 instalações de produção declaradas pelo governo sírio.

Apesar do avanço, a Opac informou que até o momento a Síria não enviou os relatórios mensais obrigatórios. A entidade reiterou que todos os produtos químicos declarados como removidos do país em 2014 foram destruídos. No entanto, ainda há preocupações sobre potenciais estoques de agentes químicos e munições que podem não ter sido declarados pelo antigo regime de Bashar al-Assad.

A Opac relatou relatos de mais de 100 novos locais possivelmente ligados a armas químicas, mas visitas a estes sítios estão suspensas devido ao conflito na região. Os trabalhos têm seguido com entrevistas, análise de documentos e amostras, que já incluem mais de 6 mil registros obtidos junto a ex-especialistas em armas químicas.

No fim de janeiro, uma inspeção em Aleppo avaliou contêineres não declarados de precursores químicos, identificando 75 cilindros potencialmente classificados como armas químicas. A Opac segue em contato com as autoridades sírias para garantir as condições de segurança e planejar futuras visitas ao local.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou em carta ao Conselho de Segurança que o uso de armas químicas “em qualquer lugar, por qualquer pessoa e em quaisquer circunstâncias é intolerável”, defendendo que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados, e destacando a necessidade de união do Conselho para alcançar esse objetivo.