Da redação
Desde a promulgação da Lei do Feminicídio, em 2015, mais de 13 mil mulheres foram assassinadas no Brasil por motivos de gênero, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os registros desses crimes seguem em crescimento ao longo dos anos.
No Distrito Federal, a violência de gênero também persiste. Em 2024, foram contabilizados 22 feminicídios; em 2025, esse número subiu para 28. Só nos três primeiros meses de 2026, já foram registrados seis casos na região.
O caso mais recente no DF é o de Luana Moreira, manicure e mãe de três filhos. O crime evidencia um padrão identificado pelas autoridades: a maioria dos feminicídios é cometida por pessoas próximas da vítima, frequentemente após um histórico de agressões motivadas por ciúmes, controle ou rejeição ao término de relacionamentos. Os agressores utilizam armas brancas, armas de fogo ou as próprias mãos.
Para enfrentar esta realidade, o DF dispõe de programas como o Viva Flor, que faz o monitoramento eletrônico de agressores que desrespeitam medidas protetivas. As denúncias podem ser feitas pelos canais Disque 180, telefone 197 da Polícia Civil ou, em emergências, pelo 190 da Polícia Militar.
As autoridades destacam que denunciar e buscar ajuda são passos essenciais para romper o ciclo de violência e salvar vidas.








