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Quatro navios atacados na região do Estreito de Ormuz, foco de preocupação mundial

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Da redação

Quatro navios foram atacados nesta quarta-feira (11) na região do Estreito de Ormuz, área estratégica para o transporte global de petróleo e gás. Segundo a agência marítima britânica UKMTO, um porta-contêineres e dois cargueiros foram atingidos por “projéteis desconhecidos”. A Marinha da Tailândia informou que um graneleiro com bandeira do país também foi alvo de ataque, e seus 20 tripulantes foram resgatados. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, 14 incidentes contra embarcações já foram contabilizados.

A crise atual é uma resposta do Irã aos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel e inclui represálias contra infraestruturas petrolíferas na região. Na terça-feira, militares americanos anunciaram a destruição de 16 navios iranianos de instalação de minas próximo ao estuário. O Wall Street Journal noticiou que a Agência Internacional de Energia estuda recorrer às reservas estratégicas de petróleo. Governantes do G7 realizariam uma reunião virtual nesta quarta-feira para “provavelmente abordar” o tema, segundo o ministro francês da Economia, Roland Lescure.

Os ataques também atingiram outros pontos do Golfo: houve explosões em Doha, capital do Catar, e quatro pessoas ficaram feridas após a queda de drones perto do aeroporto de Dubai. A Arábia Saudita afirmou ter interceptado drones e mísseis direcionados ao campo de Shaybah e a uma base com militares americanos. O Estreito de Ormuz, por onde circula 20% do petróleo e gás natural liquefeito globais, está sob controle do Irã.

O presidente americano, Donald Trump, ameaçou o Irã com “consequências militares (…) de um nível nunca antes visto” caso ocorra instalação de minas na área, e já cogita escoltar navios que cruzam a região. O Soufan Center, dos EUA, alerta que os riscos podem tornar inviável o transporte e aponta que o Irã detém entre 2.000 e 6.000 minas navais. A instabilidade provocou nova alta no preço do petróleo: o barril WTI se aproximou de US$ 88 (+6%) e o Brent, de US$ 92 (+5%).

No Irã, a Guarda Revolucionária celebrou a “mais intensa e pesada” onda de ataques desde o início da guerra. Segundo autoridades, o novo líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, está “são e salvo” após ferimentos, embora não tenha aparecido em público após a morte do pai, Ali Khamenei, no início do conflito. Na madrugada de quarta-feira, Teerã também lançou mísseis contra Israel, ferindo vários perto de Tel Aviv. No Líbano, bombardeios israelenses já deixaram 570 mortos e quase 760 mil deslocados, segundo o governo libanês.