Da redação
A ausência de Neymar na partida entre Santos e Mirassol, pelo Campeonato Brasileiro, gerou intensas críticas ao atacante. O empate por 2 a 2 ficou em segundo plano diante da decisão do clube de preservar o camisa 10, alegando desgaste muscular. A polêmica aumentou porque o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, estava presente no estádio para observar possíveis convocados.
O comentarista Walter Casagrande, em participação no UOL, afirmou que Neymar preferiu não jogar por receio de ser avaliado negativamente por Ancelotti. “Bateu no Neymar o medo de não jogar bem, de o Ancelotti ver in loco que ele não tem velocidade, competitividade e intensidade. Isso é muito claro. Só uma pessoa que não presta atenção não percebe”, declarou Casagrande.
Segundo o ex-jogador, o comportamento do atacante diante das críticas é recorrente em sua carreira. “O modus operandi do Neymar continua o mesmo: vitimismo, infantilidade, síndrome do Peter Pan clara. Nunca é responsabilidade dele, é sempre responsabilidade dos outros”, completou o comentarista.
Horas antes do jogo, Neymar usou as redes sociais para desabafar sobre as críticas que recebe, independentemente das decisões tomadas. “Eu jogo machucado, eu estou errado. Se penso em mim, estou errado. Se me poupo, estou errado. É muito difícil agradar todo mundo. É muito complicado ser eu”, escreveu o jogador no Instagram.
Apesar da polêmica, o Santos justificou que a ausência se deu por recomendação da comissão técnica e do departamento médico, que buscam preservar o atleta para os próximos compromissos da temporada. Após o empate, a discussão sobre o papel de Neymar na seleção brasileira ganha ainda mais relevância, às vésperas da nova convocação de Ancelotti.








