Da redação
A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (11) a convocação de dois funcionários de carreira do Banco Central (BC), Paulo Sérgio Neves de Sousa e Bellini Santana, ambos afastados sob suspeita de receber vantagens indevidas em troca de serviços ao Banco Master. Os senadores também autorizaram a quebra de sigilos de Fabiano Campos Zettel, empresário e cunhado de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master. Tanto Zettel quanto Vorcaro estão presos.
Paulo Sérgio Neves de Sousa foi diretor de fiscalização do BC entre 2019 e 2023, enquanto Bellini Santana chefiou o departamento de Supervisão Bancária entre 2019 e 2024. Eles são investigados na Operação Compliance Zero da Polícia Federal e utilizam tornozeleira eletrônica. Os pedidos de convocação partiram dos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Humberto Costa (PT-PE), que solicitaram também informações à PF e ao presidente do BC sobre os processos administrativos dos servidores.
Humberto Costa afirmou que “o Banco Master, utilizado para lavar dinheiro do PCC, corrompeu os servidores Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana”, destacando que a infiltração de agentes públicos em órgãos de controle fortalece o crime organizado e é tema central da CPI.
Além disso, a CPI aprovou as convocações do fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman; de Leonardo Augusto Furtado Palhares (Varajo Consultoria Empresarial); de Ana Claudia Queiroz de Paiva (Super Empreendimentos e Participações S.A.) e do ex-escrivão da Polícia Federal Marilson Roseno da Silva, todos ligados ao esquema do Banco Master.
Os senadores ainda requereram informações ao ministro do STF André Mendonça sobre a investigação envolvendo o Banco Master e a morte de Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”. Foram aprovadas quebras de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de investigados, incluindo Fabiano Campos Zettel, e pedidos de informações ao Coaf sobre outras figuras ligadas ao caso.








