Da redação
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, foi alertado sobre os riscos de indicar Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos devido a suas ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein. A advertência consta em relatório interno divulgado pelo governo nesta quarta-feira (11), que integra o primeiro lote de milhares de documentos sobre a polêmica nomeação prevista para o fim de 2024.
O relatório, datado de dezembro de 2024, detalha os vínculos de Mandelson com Epstein, condenado por crimes sexuais contra menores na Flórida em 2008. Os documentos indicam que a relação entre Mandelson e Epstein continuou entre 2009 e 2011, inclusive após o término do governo trabalhista anterior em 2010, e mencionam que Mandelson supostamente se hospedou na casa de Epstein enquanto ele estava preso em junho de 2009.
A divulgação deve elevar a pressão sobre Starmer, que já enfrenta pedidos de renúncia e questionamentos sobre sua decisão de nomear Mandelson. No mês passado, parlamentares exigiram que o governo britânico torne públicos milhares de e-mails, mensagens e documentos relacionados à análise da idoneidade de Mandelson para o cargo diplomático.
Na quarta-feira, foram publicados cerca de 150 páginas de documentos, parte de um volume muito maior que ainda será enviado ao Parlamento. Os papéis revelam que Mandelson teria mentido repetidamente aos funcionários sobre a extensão de sua amizade com Epstein.
Starmer reconheceu que sabia dos contatos mantidos por Mandelson com Epstein mesmo após sua condenação em 2008. Em setembro do ano passado, o primeiro-ministro destituiu Mandelson do cargo de embaixador após novas revelações sobre seus vínculos com Epstein, divulgadas por comissão do Congresso dos Estados Unidos.








