Da redação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem afirmado a aliados que não pretende abrir uma CPI sobre o caso do Banco Master, temendo vazamentos que possam ser utilizados para fins eleitorais. Alcolumbre também resiste a prorrogar a CPMI do INSS, cujo presidente, senador Carlos Viana, planeja recorrer ao Supremo Tribunal Federal para estender os trabalhos diante da falta de decisão do Senado.
Na semana passada, documentos enviados pela Polícia Federal à CPMI do INSS foram alvo de vazamentos. Entre os arquivos divulgados está uma conversa entre o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e sua ex-namorada, Martha Graeff.
Alcolumbre justifica que as comissões parlamentares estão conseguindo, mediante autorização judicial, quebras de sigilo telefônico e bancário. Segundo ele, essas informações correm risco de serem usadas em vazamentos estratégicos ligados ao cenário eleitoral.
Duas CPIs relacionadas ao caso Banco Master já contam com assinaturas suficientes para serem instauradas no Senado. No entanto, Alcolumbre resiste a marcar uma sessão conjunta no Congresso, pois teria de oficializar a abertura das comissões, seguindo o regimento interno.
O nome de Davi Alcolumbre e de outros integrantes do União Brasil foi mencionado em mensagens de Daniel Vorcaro. Além disso, Alcolumbre é padrinho político de Jocildo Lemos, ex-diretor da Amapá Previdência, investigado por direcionar R$ 400 milhões do fundo ao Banco Master.








