Da redação
A participação da seleção do Irã na Copa do Mundo FIFA de 2026 tornou-se alvo de polêmica após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesta semana, o líder americano afirmou que a presença iraniana poderia representar riscos de segurança e indicou que não seria apropriada, “para a própria segurança deles”. A mensagem foi publicada na rede Truth Social, marcando uma mudança de tom em relação ao posicionamento dois dias antes, quando Trump havia dito que os jogadores iranianos seriam bem-vindos ao torneio.
O comentário do presidente norte-americano ocorreu após o governo iraniano anunciar oficialmente que a seleção não pretende disputar a competição. Durante o anúncio, representantes do governo criticaram duramente a política externa dos EUA e reforçaram que, “considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância poderemos participar da Copa do Mundo”, conforme declarou o ministro responsável.
A decisão representou um recuo significativo, já que o Irã havia conquistado vaga para o mundial nas eliminatórias. Dias antes, Trump e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, haviam se reunido nos Estados Unidos para discutir os preparativos do evento. Após o encontro, Infantino afirmou que Trump reiterou que a seleção iraniana seria bem-vinda, destacando também o papel do esporte na aproximação internacional.
O cenário político entre EUA e Irã tornou-se ainda mais tenso após um recente conflito militar envolvendo também Israel. As operações em território iraniano desde o final de fevereiro já causaram mais de mil mortes, segundo autoridades locais. Trump também fez ameaças ao Irã, afirmando em rede social que ataques poderiam ser “vinte vezes mais fortes” caso o país tente bloquear o Estreito de Ormuz.
Com a decisão iraniana de boicotar a competição, a FIFA enfrenta um novo desafio a menos de três meses para o início da Copa. O episódio reforça como grandes eventos esportivos podem se tornar palco de disputas geopolíticas internacionais.








