Da redação
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta quarta-feira (12), para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O relator do inquérito, ministro André Mendonça, abriu a votação às 11h e foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Resta apenas o voto do decano Gilmar Mendes para a conclusão da análise, prevista para terminar às 23h59 da próxima sexta-feira, na modalidade virtual.
Em seu voto, Mendonça ressaltou que os crimes investigados envolvem valores bilionários e têm potencial impacto no sistema financeiro nacional. Segundo o relator, há evidências de tentativas de acesso a informações sigilosas, monitoramento de autoridades e indícios da existência de um grupo voltado à intimidação de adversários. Para ele, medidas alternativas à prisão não seriam suficientes para impedir interferências nas investigações.
O ministro também destacou a capacidade de reorganização do grupo de Vorcaro e o risco de destruição de provas. Mendonça afirmou que, mesmo após o início do inquérito e das operações, as ações ilícitas teriam continuado. No âmbito da Operação Compliance Zero, oito celulares do banqueiro ainda aguardam perícia da Polícia Federal, conforme relato do ministro.
A defesa de Vorcaro nega o envolvimento em grupos destinados a ações violentas e afirma desconhecer qualquer organização chamada “A Turma”. Em relação à suspeita de existência de um grupo armado com remuneração mensal de R$ 1 milhão, os advogados alegam ausência de provas e classificam as acusações como “mera ilação”.
Mendonça aponta indícios de crimes como gestão fraudulenta, fraude contra investidores, corrupção, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional, organização criminosa, coação no curso do processo e outros delitos relacionados ao grupo liderado por Vorcaro.






