Da redação
O escândalo envolvendo o Banco Master tem como principais protagonistas políticos ligados à direita brasileira. Dos 18 entes federativos que aplicaram recursos de aposentados no banco, 17 eram governados por partidos de direita, com destaque para o governador Cláudio Castro, responsável por investir R$ 1 bilhão. Apenas a Bahia, governada pelo PT, aparece entre as exceções.
O rombo estimado no Banco de Brasília, de R$ 8 a 15 bilhões para tentar salvar o Master, foi causado por Ibaneis Rocha, também da direita. Parlamentares como Ciro Nogueira (Emenda 11 à PEC 65/2023) e Filipe Barros (PL 4395/2024), ambos de direita, propuseram mudanças que ameaçavam o sistema financeiro para proteger o Banco Master.
Em setembro de 2025, partidos como PP, PL, Republicanos, União Brasil (todos de direita) e o MDB assinaram pedido de urgência para um projeto que permitiria ao Congresso derrubar diretores do Banco Central durante o caso Master. PP e União Brasil também assinaram nota de apoio ao ministro Toffoli, após sua saída da relatoria do processo.
Líderes religiosos da Igreja da Lagoinha, fortemente envolvidos no escândalo, apoiavam candidatos de direita, como Nikolas Ferreira. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, principal executivo do banco, foi o maior doador individual das campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro, ambos da direita.
No lado da esquerda, além do PT da Bahia, Guido Mantega intermediou reunião de Vorcaro com Lula e Galípolo, sem evidências de favorecimento. Galípolo foi o presidente do BC que liquidou o Master. Ricardo Lewandowski teve contrato com Vorcaro, transferido ao filho ao assumir o ministério da Justiça, mas foi sob seu comando que a Polícia Federal prendeu o executivo. Apesar de casos isolados à esquerda, o envolvimento dominante é da direita.






