Da redação
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o líder supremo Mojtaba Khamenei está com “excelente saúde” e segue no comando do país, apesar de rumores sobre ferimentos. Em entrevista ao jornal Al-Araby Al-Jadeed, o chanceler garantiu que Khamenei mantém o controle da situação e que eventuais aparições públicas dependerão de decisão interna. “A mensagem de quinta-feira foi muito forte. O momento de mensagens em vídeo ou de aparecer diretamente ao povo é uma decisão dele”, declarou Araghchi.
Araghchi voltou a negar, neste sábado (14), que Khamenei esteja “desfigurado”, como afirmou o governo Trump. Segundo o ministro, o país opera sob lógica de guerra, mas o regime permanece estável. Em entrevista ao canal MS Now, ele também admitiu que o Irã tem recebido apoio militar da China e da Rússia.
O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, foi nomeado oficialmente em 8 de março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, vítima de um ataque aéreo coordenado pelos EUA e Israel em 28 de abril, que também matou familiares do aiatolá. Mojtaba não aparece em público desde a nomeação, o que gerou especulações sobre seu estado de saúde. Autoridades iranianas afirmam que ele se feriu no primeiro ataque, mas garantem que está “são e salvo”.
O regime iraniano alega que a ausência de Mojtaba tem o objetivo de garantir sua segurança diante de ameaças dos EUA e Israel. Os americanos oferecem recompensa de R$ 52 milhões por informações sobre o novo líder. Sua primeira mensagem, em 12 de março, foi lida pela TV estatal e publicada em redes sociais, nas quais lamentou a morte do pai e pediu o fechamento de bases americanas na região.
Mojtaba Khamenei, nascido em 1969, é clérigo formado em teologia, tido como nome de bastidores e linha dura dentro do regime. Sua escolha foi feita pela Assembleia dos Especialistas, grupo de 88 clérigos sem participação popular. O líder supremo, posição máxima após a Revolução de 1979, comanda as Forças Armadas e dita as principais políticas do país.







