Da redação
A Organização das Nações Unidas realizou, nesta segunda-feira (11), em Nova Iorque, um evento global para marcar o Dia Internacional de Combate à Islamofobia, comemorado em 15 de março. Na ocasião, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou a proximidade do fim do mês sagrado do Ramadã, período importante no calendário muçulmano, que enfatiza a solidariedade e a compaixão, “em especial àqueles que precisam”.
Guterres descreveu o mundo atual como um ambiente de sofrimento, conflitos e instabilidade, que afetam diversas comunidades, incluindo muitos muçulmanos. Ele ressaltou que aproximadamente 2 bilhões de pessoas seguem o islamismo, praticando empatia, generosidade e responsabilidade comunitária.
Segundo o secretário-geral, esses valores “devem guiar a resposta global ao ódio e à divisão”, lembrando que esses princípios incluem tanto cidadãos quanto migrantes. Guterres frisou também que tais valores são parte das bases da própria Carta das Nações Unidas.
Para Guterres, o Dia Internacional de Combate à Islamofobia reafirma o compromisso com a igualdade, os direitos humanos e o respeito a todos, em qualquer lugar do mundo. O líder da ONU fez um apelo para rejeitar narrativas de medo e exclusão, defendendo a união global pelo fim da “onda crescente de ódio e intolerância contra muçulmanos” e por um mundo baseado em respeito, inclusão, justiça e paz.
A data foi estabelecida pela Assembleia Geral da ONU em 2022, com o objetivo de aumentar a consciência sobre preconceito, discriminação e violência contra muçulmanos. Desde então, eventos em diferentes países incentivam a promoção da tolerância, a proteção da liberdade religiosa e o combate ao discurso de ódio.







