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EUA decidem adiar aposentadoria de seu porta-aviões mais antigo para 2027


Da redação

O porta-aviões USS Nimitz (CVN-68), mais antigo em operação na Marinha dos Estados Unidos, permanecerá em serviço até março de 2027. A decisão, confirmada pela Marinha em 14 de março, adia em cerca de dez meses o cronograma anterior, que previa a retirada do navio em maio de 2026.

A medida atende à exigência legal de que a Marinha americana mantenha ao menos 11 porta-aviões operacionais. Segundo representantes ouvidos pelo USNI News, o adiamento evita o risco do chamado “Nimitz Gap”, período em que a frota poderia ficar temporariamente com apenas 10 navios desse tipo, caso a substituição pelo novo porta-aviões atrasasse.

Em fevereiro, o jornal Stars and Stripes já havia alertado que uma aposentadoria antecipada do Nimitz geraria questões legais e estratégicas, por conta da crescente demanda por porta-aviões em operações do Indo-Pacífico ao Oriente Médio. Analistas militares também demonstraram preocupação com uma possível lacuna na frota.

O USS Nimitz iniciou sua transição final no início de março, ao deixar a Naval Base Kitsap, em Bremerton, Washington, rumo à base naval de Norfolk, Virgínia. Após a chegada, passará pelo processo de inativação e retirada do combustível nuclear no estaleiro Newport News. Lançado em 1975, o navio participou de diversas operações e consolidou-se como símbolo da estratégia naval dos EUA.

A prorrogação do serviço do Nimitz está diretamente ligada ao cronograma de entrega do USS John F. Kennedy (CVN-79), substituto da classe Gerald R. Ford. O novo porta-aviões concluiu, em fevereiro, a etapa de “Builder’s Sea Trials”. Segundo o contra-almirante Casey Moton, o navio deve ser entregue à Marinha em março de 2027, coincidindo com a data de retirada do Nimitz.