Início Mundo Israel ataca centro de Beirute em uma expansão da guerra

Israel ataca centro de Beirute em uma expansão da guerra


Da redação

Aviões de guerra israelenses realizaram na madrugada desta quarta-feira (18) alguns dos ataques aéreos mais intensos em décadas contra o centro de Beirute, destruindo prédios residenciais e elevando a escalada do conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. Segundo autoridades libanesas, pelo menos dez pessoas morreram nos bombardeios, que atingiram bairros centrais da capital, incluindo Bachoura, onde um prédio, supostamente utilizado pelo Hezbollah, foi completamente destruído após aviso prévio israelense.

Os ataques ocorrem um dia após Israel anunciar a morte do ministro da Inteligência iraniano Esmail Khatib, além de já ter matado o chefe de segurança Ali Larijani, ambos após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, no início da guerra. O Irã retaliou com mísseis múltiplos contra Israel, matando duas pessoas na região de Tel Aviv, mas declarou, por meio de seu chanceler Abbas Araqchi, que a morte das lideranças não compromete suas operações.

Em meio ao conflito, o novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, rejeitou propostas de desescalada encaminhadas por países intermediários, afirmando que Estados Unidos e Israel deveriam ser “colocados de joelhos”. Israel intensificou ataques ao Líbano e lançou ofensiva terrestre no sul, visando o Hezbollah, enquanto o grupo, apoiado pelo Irã, disparava na fronteira em solidariedade a Teerã.

A sequência de ataques já causou, segundo autoridades libanesas, 900 mortos no país e forçou 800 mil a deixarem suas casas. No Irã, mais de 3 mil pessoas morreram desde o início dos bombardeios, de acordo com o grupo HRANA. Em Israel, 14 pessoas morreram.

O conflito provoca impactos globais, incluindo aumento dos preços do diesel nos Estados Unidos, ultrapassando US$ 5 o galão, e eleva a pressão política para o presidente Donald Trump. A ofensiva militar tem como objetivo, segundo Israel e EUA, impedir o Irã de expandir sua influência e destruir seus programas nucleares e de mísseis.