Da redação
O governo brasileiro doou mais de 20 mil toneladas de alimentos a Cuba, que enfrenta uma grave crise econômica e humanitária. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, foram enviados ao país caribenho 20 mil toneladas de arroz com casca, 150 toneladas de feijão preto, 150 de arroz polido e 500 de leite em pó, totalizando 20,8 mil toneladas de comida. As doações são distribuídas pelo programa de alimentos da ONU, mas ainda não chegaram ao destino. O Brasil também tem enviado remédios, cuja logística é facilitada pelo menor volume, permitindo o transporte por avião.
A crise em Cuba se agravou após o bloqueio à importação de petróleo venezuelano, imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a captura de Nicolás Maduro. Como consequência, o país enfrenta apagões de até 20 horas diárias, fechamento de hotéis, voos cancelados e suspensão de serviços básicos, incluindo coleta de lixo.
Na última segunda-feira (16), Trump voltou a abordar publicamente a possibilidade de tomar Cuba. “Ouvi minha vida toda sobre os Estados Unidos e Cuba. ‘Quando é que os EUA vão fazer isso?’. Eu realmente acredito que terei a honra de tomar Cuba”, afirmou no Salão Oval da Casa Branca. Na mesma data, Cuba, com cerca de 10 milhões de habitantes, sofreu um colapso total na rede elétrica, com o abastecimento normalizado apenas na quarta-feira (18).
A questão cubana é tema sensível na política americana desde a Guerra Fria, quando a ilha foi aliada próxima da União Soviética. Em 1962, a Crise dos Mísseis quase levou o mundo à guerra nuclear.
Imigrantes cubanos formam atualmente um grupo político influente nos Estados Unidos, especialmente na Flórida. Grande parte dessa comunidade se alinha ao Partido Republicano e defende a derrubada do regime cubano. O secretário de Estado, Marco Rubio, descendente de cubanos, é um dos principais representantes desse setor.







