Da redação
Durante debates da 70ª sessão da Comissão sobre o Estatuto das Mulheres (CSW), especialistas defenderam o papel crucial de criadores de conteúdo em garantir o acesso de mulheres e meninas à justiça e promover a igualdade de gênero. A advogada e consultora brasileira Fayda Belo destacou que influenciadores digitais possuem poder para alcançar milhões e devem usar suas plataformas de forma responsável.
“A influência precisa ser uma espécie de voz para aqueles que não têm”, afirmou Fayda Belo, que soma uma comunidade de 2 milhões de seguidores nas redes sociais. Ela ressalta que, em apenas um minuto, o alcance do ambiente online pode ser global, tornando-se ferramenta essencial para a promoção de direitos e justiça para mulheres.
Especialista em direito antidiscriminatório e feminicídios, Fayda Belo alerta para o crescimento de movimentos que propagam desinformação e ódio contra mulheres, como a onda “red pill”. Segundo ela, “os dados mostram que as maiores vítimas do ódio online são as mulheres. A misoginia está online”.
A advogada recomenda que plataformas digitais sejam utilizadas para promover diálogos intergeracionais, explicando leis de forma acessível e incentivando o enfrentamento à violência. “Se a gente se unir, influenciadores, empresas, escolas, igreja, justiça, vamos criar amanhã um mundo mais justo, mais equânime e que as meninas e mulheres sejam realmente parte dele”, ressaltou.
Fayda Belo também integra o Comitê Permanente do Fórum Nacional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher do Conselho Nacional de Justiça e é autora do livro “Justiça para todas: o que toda mulher deve saber para garantir seus direitos”. Ela recomenda que pais incentivem o conhecimento e busquem informações, reforçando a responsabilidade coletiva no combate à desigualdade de gênero.







