Início Mundo Petróleo dispara por medo de crise energética global após Irã atacar instalações-chave

Petróleo dispara por medo de crise energética global após Irã atacar instalações-chave


Da redação

O preço do petróleo disparou nesta quinta-feira (19) após o Irã atacar a maior instalação de gás natural liquefeito do Catar e refinarias na Arábia Saudita e no Kuwait, aumentando o temor de uma crise energética global. Desde o início do conflito em 28 de fevereiro, com bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, as ações bélicas passaram a atingir centros de produção de combustíveis, agravando o cenário.

Na véspera, Israel atacou a jazida de gás South Pars-North Dome, a maior do mundo e compartilhada entre Irã e Catar. Em resposta, o Irã bombardeou Ras Lafan, complexo industrial e porto de exportação de gás natural do Catar, e atingiu refinarias sauditas e kuwaitianas com drones, causando incêndios e interrompendo operações em instalações com capacidade total superior a 1,2 milhão de barris diários.

O barril de Brent do Mar do Norte subiu para 114,64 dólares e o West Texas Intermediate (WTI) ultrapassou brevemente os 100 dólares. A Arábia Saudita afirmou que se reserva o direito de responder militarmente ao Irã, enquanto o Catar denunciou que os ataques contra suas instalações ultrapassaram todas as “linhas vermelhas” ao atingirem civis.

Nos 20 dias de conflito, mais de 2.200 pessoas já morreram, principalmente no Irã e no Líbano — o segundo front da guerra, onde confrontos entre Israel e Hezbollah deixaram cerca de 1.000 mortos. Na Cisjordânia, quatro mulheres morreram após a queda de destroços de míssil iraniano.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Israel não atacará novamente a jazida de South Pars, a menos que o Irã acerte outro país “totalmente inocente, neste caso, o Catar”. O Irã, segundo o chanceler Abbas Araghchi, prometeu não demonstrar “moderação” diante de novos ataques. Organismos internacionais preveem desaceleração do comércio mundial e impacto na inflação global caso a crise persista.