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A ligação do delegado que prendeu aliado de Eduardo Paes com o bolsonarismo


Da redação

O delegado Pedro Cassundé, um dos responsáveis pela investigação que levou à prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD-RJ), foi homenageado por políticos do PL pouco antes da detenção. Uma das homenagens a Cassundé foi aprovada dois dias antes da prisão, em 11 de março, na Câmara dos Vereadores de Niterói, a pedido do vereador Daniel Marques (PL), concedendo-lhe a Medalha Arariboia, a maior honraria da casa.

Salvino Oliveira, ex-secretário de Juventude de Eduardo Paes, é acusado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro de atuar como braço do Comando Vermelho na prefeitura carioca. A prisão do vereador foi amplamente divulgada em discursos públicos de políticos do PL. Além de Daniel Marques, a vereadora Alana Passos (PL), do Rio de Janeiro, também já solicitou homenagens a Cassundé.

Em 2022, Alana Passos, à época deputada estadual, aprovou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro uma moção de aplauso à equipe da Delegacia de Repressão à Entorpecentes (DRE), incluindo Cassundé entre os homenageados.

Após a prisão, Eduardo Paes, adversário de Douglas Ruas (PL) na disputa pelo governo, afirmou que a ação tinha motivação política. O presidente do PSD no Rio pediu o afastamento do governador Cláudio Castro, acusando-o de abuso de autoridade e denunciação caluniosa contra Salvino, além de apontar possíveis irregularidades cometidas por Felipe Curi, chefe da Polícia Civil, e Cassundé.

Em resposta, a Polícia Civil do Rio declarou à coluna que vê “com muitos bons olhos qualquer forma de homenagem a seus delegados e policiais” e “repudia qualquer tentativa de atrelar seus profissionais a práticas antiéticas”.