Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, na noite desta quinta-feira (19), que será candidato à Presidência da República em 2026. O anúncio foi feito durante discurso no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP). Lula também indicou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disputará o governo de São Paulo e expressou o desejo de manter o vice-presidente Geraldo Alckmin na chapa, repetindo a parceria de 2022.
Durante o evento, Lula criticou os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU – Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França – por, segundo ele, promoverem guerras, especialmente no contexto do conflito no Irã. “O Conselho de Segurança foi feito para ter responsabilidade e manter a segurança no mundo. Pois são os cinco que estão fazendo guerra. São os cinco. Eles produzem mais armas, vendem mais armas”, afirmou.
O presidente questionou os investimentos globais em armamento, citando que, no ano passado, foram destinados 2 trilhões e 700 bilhões de dólares à área militar. Segundo Lula, faltam recursos para alimentação, educação e assistência a refugiados, enquanto o peso das guerras recai sobre os mais pobres.
Lula também respondeu às acusações de envolvimento de sua gestão no escândalo do Banco Master, atribuindo as irregularidades à administração do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que “as falcatruas” aconteceram após o banco ser aprovado pelo Banco Central em setembro de 2019, sob presidência de Roberto Campos Neto, ao passo que, em 2019, sob Ilan Goldfajn, o reconhecimento havia sido negado.
“Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente, do Bolsonaro e do Roberto Campos. E nós não deixaremos pedra sobre pedra para apurar tudo que fizeram dando um golpe de R$ 50 bilhões neste país”, declarou Lula, criticando tentativas de responsabilizar o PT e o atual governo.







