Da redação
Israel e Irã intensificaram os ataques mútuos nesta sexta-feira (20), aprofundando a tensão no Oriente Médio. A ofensiva ocorre um dia após o Irã atingir uma refinaria de petróleo israelense, e depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu a Israel que evitasse novos ataques ao campo de gás offshore iraniano explorado conjuntamente com o Catar.
Os militares israelenses informaram que atacaram alvos em Teerã, visando a “infraestrutura do regime terrorista iraniano”, sem fornecer detalhes adicionais. Em resposta, o Irã lançou diversos mísseis contra Israel, acionando sirenes de ataque aéreo em Tel Aviv. Explosões de sistemas de defesa aérea foram ouvidas na cidade, segundo autoridades israelenses.
A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com um ataque conjunto dos EUA e Israel contra o Irã, já matou milhares, principalmente no Irã e no Líbano, além de impactar severamente a economia global.
Além dos confrontos diretos, a tensão se espalhou por outros países da região. Os Emirados Árabes Unidos relataram uma “ameaça de míssil” na sexta-feira, coincidentemente com o início do feriado muçulmano de Eid al-Fitr. No Kuwait, uma refinaria de petróleo foi atingida por drones. Na Arábia Saudita, o principal porto no Mar Vermelho também foi alvo de ataques.
Os recentes ataques intensificaram a crise energética. O Irã já havia danificado a cidade industrial de Ras Laffan, no Catar, responsável por cerca de 20% do gás natural liquefeito global. Após os ataques, os preços da energia subiram, mas recuaram nesta sexta-feira com a promessa de países ocidentais e Japão de garantir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz e medidas dos EUA para ampliar a produção de petróleo.







