Da redação
O ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, criticou publicamente a condução da saída do técnico Filipe Luís pelo clube. Em entrevista ao programa “Bola da Vez”, da ESPN, Braz afirmou que fatores políticos e internos tiveram mais peso na decisão do que o desempenho de Filipe Luís à frente da equipe.
Segundo Braz, o desconforto da diretoria com a presença do treinador vinha desde o início, já que Filipe Luís foi contratado na gestão anterior, liderada por Rodolfo Landim. Ele destacou que o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, demonstrava incômodo com essa situação, tornando a permanência do técnico insustentável. “Já era um desconforto enorme para a diretoria ter um técnico com o ‘carimbo’ da gestão anterior”, declarou Braz.
O ex-dirigente também questionou o momento escolhido para o desligamento, ocorrido após uma goleada sobre o Madureira. Para ele, a decisão poderia ter sido mais bem planejada e conduzida, preservando melhor a imagem do treinador. “Talvez, eu acho que foi uma situação que não deveria ou precisaria ser tomada nesse momento (…) poderia ter sido construída de uma maneira diferente”, avaliou.
Braz relembrou ainda a demissão de Rogério Ceni em 2021, quando pessoalmente comunicou o treinador de madrugada para evitar constrangimentos. “Eu não queria deixar ele dar o treino para, depois, fazer o que já estava decidido”, afirmou, reforçando a importância de uma comunicação clara e respeitosa.
Fora do Flamengo desde o fim de 2024, após um dos períodos mais vitoriosos do clube, Braz passou pelo Remo até janeiro deste ano. Mesmo longe da diretoria, ele segue comentando fatos relevantes do bastidor rubro-negro, repercutindo decisões estratégicas da atual gestão.







