Da redação
No primeiro dia como ministro da Fazenda, nesta sexta-feira (20/03), Dario Durigan afirmou que dará continuidade ao trabalho iniciado por Fernando Haddad em 2023, com foco na consolidação fiscal e justiça social. “O que guia a minha gestão é essa continuidade de um trabalho de consolidação fiscal com muita justiça social. A economia deve se pautar, sempre, por um ganho de qualidade de vida para as pessoas”, afirmou.
Durigan destacou que enfrentamento a benefícios tributários, eficiência do Estado, aumento da produtividade, aperfeiçoamento do crédito e avanços na agenda digital serão prioridades, sempre com base no equilíbrio fiscal. Ele lembrou o corte linear de benefícios tributários, excetuando os constitucionais, aprovado no ano passado pelo Congresso, e a preparação da reforma tributária para 2025.
O ministro reconheceu avanços sob Haddad, considerado pelo presidente Lula como o mais exitoso na pasta, como a correção de distorções orçamentárias, combate a desigualdades fiscais e ajuste de 2% do PIB nas contas públicas, melhorando o cenário fiscal para 2027. Entre desafios, Durigan ressaltou a necessidade de rever desigualdades, aumentar a eficiência do gasto público e avançar na regulação e crédito, em parceria com o Banco Central e setor financeiro.
Na agenda digital, Durigan defendeu investimentos em tecnologia, regulação balanceada e maior concorrência entre plataformas, visando reduzir custos em setores oligopolizados, além de impulsionar discussões sobre inteligência artificial. Ele também prometeu aprofundar o Eco Invest Brasil, parte do Plano de Transformação Ecológica, para atrair investimento privado sustentável e capital estrangeiro para projetos verdes e infraestrutura climática.
Durigan anunciou planos de ampliar a emissão de títulos sustentáveis no exterior e efetivar o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que remunera a conservação ambiental, destinando 20% a povos indígenas e comunidades tradicionais. Sobre o óleo diesel, citou medidas para conter a alta de preços, incluindo isenção temporária do ICMS sobre diesel importado até maio, com custo estimado de R$ 3 bilhões mensais — metade paga pelo governo federal aos estados.







