Da redação
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, afirmou neste sábado (21) que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-ministro Silvio Almeida, acusado de importunação sexual, serve como estímulo para que mulheres denunciem casos de violência e “não sofram em silêncio”. A manifestação ocorreu por meio de redes sociais.
A denúncia foi protocolada em 4 de março, assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O processo tramita em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça. Segundo Gonet, há indícios que sustentam o relato de Anielle Franco.
Anielle confirmou em outubro de 2024, em depoimento à Polícia Federal, que foi importunada sexualmente por Almeida, ex-ministro do governo Lula (PT). Esse episódio já havia sido relatado por ela a pessoas próximas. Entre os depoimentos que corroboram a versão da ministra está o do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que participou da reunião de maio de 2023, na sede do Ministério da Igualdade Racial, onde teria ocorrido o assédio.
Segundo a PGR, Andrei Rodrigues relatou que Anielle saiu do encontro abatida e fez comentários como “não aguentar mais”, embora não tenha mencionado o nome de Almeida naquele momento. A defesa do ex-ministro, procurada na sexta-feira (20), afirmou que o caso segue sigiloso e reforçou que as acusações carecem de materialidade.
O indiciamento de Silvio Almeida foi feito pela Polícia Federal em novembro de 2023, por suspeita de importunação sexual contra Anielle Franco e a professora Isabel Rodrigues. No entanto, a denúncia da PGR trata apenas do caso de Anielle. A pena combinada pode chegar a dez anos de prisão.







