Início Mundo Irã e EUA elevam ameaças antes do 1º tira-teima da guerra

Irã e EUA elevam ameaças antes do 1º tira-teima da guerra


Da redação

O impasse entre Estados Unidos e Irã atinge um momento decisivo nesta segunda-feira (23), prazo final do ultimato dado pelo ex-presidente Donald Trump para reabertura do estreito de Hormuz, vital para o comércio global de petróleo e gás. Autoridades iranianas reafirmaram no domingo (22) que retaliarão caso os americanos cumpram a ameaça de bombardear centrais energéticas iranianas, caso a via marítima permaneça bloqueada.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou na rede X: “Ameaças e terror só reforçam nossa unidade. O estreito de Hormuz está aberto para todos, exceto quem viola nosso solo. Confrontamos ameaças delirantes com firmeza no campo de batalha.” O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, afirmou que ataques a infraestruturas serão respondidos com destruição irreversível e que o preço do petróleo “vai ficar alto por um longo tempo”.

A Guarda Revolucionária anunciou que fechará o estreito em caso de ataques ao sistema energético e mirará empresas com ações americanas na região do golfo Pérsico. Um porta-voz militar iraniano mencionou possíveis ataques a usinas de dessalinização, vista a vulnerabilidade dos países vizinhos a drones e mísseis curtos.

No campo militar, cerca de 5.000 fuzileiros navais americanos seguem para o Oriente Médio, com possibilidade de ação sobre a ilha petrolífera de Kharg. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, admitiu à NBC: “Às vezes você precisa escalar para desescalar”, e defendeu a venda temporária de petróleo iraniano sob sanções para tentar conter a alta do barril, que chegou a US$ 120.

Enquanto o prazo final se aproxima, a violência continua. No domingo, um petroleiro foi atingido próximo à costa dos Emirados Árabes Unidos. O Irã alega ter abatido um caça F-15E dos EUA em Hormuz, mas os americanos negam. Ataques entre Irã, Israel e aliados dos EUA prosseguem, agravando a tensão no golfo.