Da redação
O presidente Lula (PT) orientou a direção do partido a investir em candidaturas jovens como forma de promover a renovação da legenda. Lula chegou a intervir diretamente no lançamento da pré-candidatura da vereadora Luna Zarattini, 32 anos, à Câmara dos Deputados por São Paulo. Ele destacou que a juventude é essencial para o futuro do PT e que “essa juventude tem que entrar para segurar o PT. Nós estamos passando, precisa de uma renovação geracional”, segundo o deputado José Guimarães (PT-CE), coordenador do Grupo de Trabalho Eleitoral.
Atualmente, a bancada petista tem média de idade de 59,2 anos, a terceira mais alta da Câmara, atrás apenas de PC do B e PDT. Lula já manifestou, inclusive em público, insatisfação com a falta de oportunidades para novos nomes. Em 2022, durante a campanha, afirmou que não concorreria à reeleição em 2026, mas depois passou a não descartar a possibilidade, dependendo do cenário político.
A secretária nacional de Juventude do PT, Julia Köpf, 29, confirma o esforço do partido por nomes jovens, destacando que a disputa contra Flávio Bolsonaro, provável candidato da oposição, será difícil. Lula também apoiou Ana Júlia Ribeiro (PT-PR), 25, e Rosa Amorim (PT-PE), 29, para a Câmara, além de considerar o poder de voto como fator relevante.
Segundo a última pesquisa Datafolha de março, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados nas intenções de voto para o segundo turno: Lula com 46% e Flávio com 43%. Entre jovens de 16 a 24 anos, Flávio lidera com 44% contra 43% de Lula, um cenário diferente da eleição de 2022, quando Lula vencia nesse segmento.
A busca por renovação, porém, enfrenta resistência interna, causada principalmente pela disputa por espaço e recursos de campanha. Em fevereiro, Lula criticou a situação: “No PT, a gente fala muito em igualdade, mas está cheio de companheiro deputado que não quer que saia outro deputado para não concorrer com ele”. O partido chegou a limitar reeleições após três mandatos consecutivos, mas reviu a decisão em 2025.







