Da redação
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já definiu uma estratégia para enfrentar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante a pré-campanha e nas eleições. Entre auxiliares do presidente, a avaliação é de que o discurso petista deve relembrar casos polêmicos envolvendo o filho de Jair Bolsonaro, ressaltando contradições de Flávio e de sua família, com o objetivo de frear o crescimento do possível adversário, apontado nas mais recentes pesquisas eleitorais.
Segundo integrantes das discussões, o plano inclui destacar episódios como o caso da “rachadinha” no antigo gabinete do senador na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e a compra de uma casa em Brasília. Os petistas também pretendem responsabilizar Flávio e o governo Bolsonaro pela criação do chamado Orçamento Secreto, atualmente sob investigação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, o grupo ligado a Lula planeja relembrar atos recentes de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que sugeriu a intervenção do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Brasil em benefício de Jair Bolsonaro. Segundo o governo, a intenção é mostrar que a família de Flávio foi responsável por prejuízos à economia nacional com as tarifas impostas por Trump.
A equipe do presidente avalia ainda que a crise do banco Master pode atingir o PL e partidos do Centrão, prejudicando a popularidade do clã Bolsonaro.
Ao mesmo tempo, a campanha de Lula mira em reforçar a imagem do petista como alguém com realizações acumuladas à frente do governo.





