Da redação
Sob o lema “Conectando a natureza para sustentar a vida”, a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15) começou oficialmente em 23 de março de 2026, em Campo Grande (MS). O evento reúne cerca de 2 mil participantes e marca a primeira vez que o Brasil assume a presidência da conferência, reforçando seu papel em compromissos ambientais globais.
A abertura foi comandada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que destacou o Pantanal como local ideal para os debates. Segundo ela, ampliar a participação nos fóruns climáticos exige diálogo e valorização de conhecimentos tradicionais. “O Pantanal é uma terra de encontros… Precisamos conectar as nações, a política, a ciência e os saberes tradicionais”, afirmou.
João Paulo Capobianco, secretário-executivo do ministério, assumiu a presidência da COP15 para o triênio, sucedendo o Uzbequistão. Capobianco destacou que a liderança do Brasil será guiada pela prática, com foco em colaboração, engajamento internacional por meio da liderança do presidente Lula e da ministra Marina, e discussões sobre aumento de recursos.
A liderança brasileira foi elogiada pela vice-diretora do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Elizabeth Maruma Mrema, que ressaltou o Pantanal como exemplo de conectividade ecológica e cobrou ações concretas contra ameaças ilegais. Já Amy Fraenkel, secretária-executiva da CMS, lembrou que “espécies migratórias são bioindicadores da saúde do planeta”.
Entre os temas em debate estão a inclusão de 42 novas espécies nos anexos da CMS, como o Pintado, peixe das bacias do São Francisco e do Prata. A CMS atualmente protege 1.189 espécies. As negociações seguem até 29 de março, com resoluções e listagens a serem aprovadas. No dia 23, a Noite dos Campeões das Espécies Migratórias foi realizada em reconhecimento a contribuições na área.





