Da redação
O Anuário de Segurança Pública do Distrito Federal 2026, divulgado nesta terça-feira (24/3) pela Secretaria de Estado de Segurança Pública do DF (SSP-DF), aponta aumento de 50% nos casos de latrocínio entre 2024 e 2025, passando de oito para doze registros. Todas as vítimas do ano passado eram homens, sendo 33% com idade entre 50 e 59 anos.
Mesmo com o crescimento anual, o número absoluto permanece baixo, sendo o segundo menor da série histórica iniciada em 2001. Em dez anos, a redução foi de 74%: de 47 casos em 2016 para 12 em 2025. O levantamento mostra ainda que 73% das regiões administrativas não registraram latrocínios no período e 42% dos crimes ocorreram de madrugada. Samambaia e Taguatinga, que tinham índices elevados em 2016, zeraram casos em 2025.
O anuário revela que 50% dos latrocínios ocorreram às quartas-feiras e sábados; oito dos doze crimes envolveram arma branca. Nove foram em locais públicos e três em residências. O índice de prisão em flagrante ficou em 58% em 2025, contra 63% em 2024.
Entre os casos de maior repercussão estão o assassinato de Isaac Augusto de Brito Vilhena de Moraes, 16 anos, esfaqueado na Asa Sul, e do torcedor vascaíno Eumar Vaz, morto dentro de um ônibus em Samambaia após jogo. Outro latrocínio ocorreu em junho, quando um homem foi morto após assalto no Recanto das Emas. Em abril, Anderson Melo Farias, 32 anos, foi morto a facadas em Taguatinga Sul após reagir a um roubo.
O DF fechou 2025 com taxa de crimes violentos letais intencionais em cerca de 7,4 por 100 mil habitantes, segundo o anuário, permanecendo com índices baixos no cenário nacional. A maior parte das vítimas é do sexo masculino, e conflitos interpessoais seguem como principal motivação dos homicídios. A SSP-DF ressalta ainda a preocupação crescente com pessoas em situação de rua entre as vítimas de violência letal.





