Da redação
A Organização das Nações Unidas (ONU) celebrou nesta segunda-feira, 25 de março, o Dia Internacional de Solidariedade com os Funcionários Desaparecidos e Detidos. A data foi marcada por uma reafirmação do compromisso da entidade em não esquecer nenhum de seus trabalhadores afetados por prisões, detenção ou desaparecimento durante o exercício de suas funções.
Em mensagem oficial, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que a organização lembra diariamente daqueles que foram presos, detidos, sequestrados ou desaparecidos enquanto realizavam trabalho humanitário, participavam de missões de paz, protegendo direitos humanos ou desempenhando outras atividades em nome das Nações Unidas.
Guterres ressaltou que muitos funcionários exercem suas funções em ambientes perigosos, onde negociam acesso, prestam assistência vital e protegem pessoas vulneráveis ao redor do mundo. O líder da ONU alertou que os riscos para esses profissionais são reais e constantes.
Segundo dados apresentados por Guterres, apenas em 2023, 179 funcionários da ONU foram presos ou detidos, dos quais 118 ainda permanecem detidos. Ele exigiu a libertação imediata desses colaboradores.
O secretário-geral cobrou dos Estados-membros o respeito ao direito internacional e pediu que garantam condições seguras e sem obstáculos para o trabalho humanitário, enfatizando não apenas a gratidão pelo esforço dos funcionários da ONU, mas também a necessidade de ações concretas em defesa deles.





