Da redação
Após a decisão que tornou Cláudio Castro inelegível, aumentou a pressão sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para destravar o processo do governador de Roraima, Antonio Denarium (PP). O caso está parado desde novembro de 2025, quando o ministro Kassio Nunes Marques fez um segundo pedido de vista. Com todos os prazos esgotados, cabe agora à presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, decidir quando o julgamento será retomado.
O julgamento começou em maio de 2024, após Denarium recorrer contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), que determinou a cassação de sua chapa e a realização de novas eleições no estado. Até o momento, há dois votos favoráveis à cassação, da relatora Isabel Gallotti e do ministro André Mendonça.
A ação foi movida por uma coligação composta por MDB, PSB, PMB e PTC, que acusa Denarium e seu vice, Edilson Damião (Republicanos), de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Segundo a denúncia, houve uso da máquina pública e de programas sociais para obter vantagem eleitoral. Ambos foram condenados em primeira instância, mas negam as irregularidades.
Advogados da coligação pediram formalmente a retomada do julgamento no TSE, alegando que a paralisação prolongada e sem justificativas fere o princípio da celeridade da Justiça Eleitoral. Eles sustentam que a indefinição prolonga a instabilidade política em Roraima.
Antonio Denarium, mesmo sob julgamento, pretende disputar uma vaga no Senado.





