Da redação
Após receber, na última segunda-feira, a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina a prorrogação dos trabalhos da CPI Mista do INSS, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reagiu com irritação. Ele deu socos na mesa e, desde então, atua para reverter a ordem do STF.
André Mendonça estipulou que Alcolumbre tem 48 horas para dar andamento ao requerimento de extensão das investigações sobre fraudes em aposentadorias e pensões. O prazo termina na noite desta quarta-feira, 25. Caso nenhuma providência seja tomada, a CPI será automaticamente prorrogada.
Alcolumbre traçou dois caminhos com aliados. O primeiro é postergar a decisão, solicitando um parecer jurídico da Advocacia do Senado, a fim de ganhar tempo até o julgamento do caso pelo plenário do STF, previsto para quinta-feira, 26. O senador acredita que o Supremo pode reverter o entendimento de Mendonça e buscou outros ministros para influenciar o resultado.
A segunda alternativa depende dos governistas, que são maioria na comissão. A estratégia é aprovar um requerimento para prorrogar os trabalhos por 15 dias, tempo suficiente para apresentação e votação do relatório do deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), que pede o indiciamento de mais de 220 pessoas. O requerimento ainda não foi apresentado oficialmente, pois está em fase de coletas de assinaturas, mas Alcolumbre espera que seja proposto pelo líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues (PT-AP), e pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
O presidente do Senado resiste à pressão de Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPI, que defende a extensão dos trabalhos. Aliados do Planalto argumentam que a comissão perdeu o foco e passou a investigar denúncias ligadas ao banco Master e tentativas de associar membros do governo ao banqueiro Daniel Vorcaro.





