Da redação
O ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD), criticou nesta quinta-feira (26) a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de realizar eleições indiretas para mandato-tampão, após a renúncia de Cláudio Castro (PL). “Diretas já! A população deveria ter o direito de escolher”, escreveu Paes nas redes sociais. Ele afirmou que colocaria seu nome à disposição em caso de eleições diretas.
A crise no Rio se agravou após a saída de Cláudio Castro, que deixou o cargo pouco antes do TSE retomar julgamento que o tornaria inelegível até 2030 por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O ex-vice-governador, Thiago Pampolha, também deixou o posto após acordo para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas. Já o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, teve o mandato cassado pelo TSE.
Atualmente, o Palácio Guanabara é ocupado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto de Castro. Em entrevista à Folha, o magistrado afirmou que “vai ocupar situações emergenciais”, mas ressaltou que “presidente de tribunal não está preparado para ser o governador do estado”.
O TSE esclareceu nesta quarta-feira (25) um erro em sua certidão, confirmando que a eleição para o Governo do Rio será indireta, realizada entre deputados estaduais, e não direta como inicialmente apontado em documento.
Eduardo Paes questionou a legitimidade das eleições indiretas, alegando que muitos dos parlamentares envolvidos fazem parte do grupo político cassado pelo TSE. Ele também citou um julgamento no STF sobre as regras para eleições indiretas e alertou para o risco de continuidade do governo recém-cassado caso a decisão do ministro Fux seja derrubada.





