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Leite diz que segue no governo do RS se Kassab optar por Caiado

Eduardo Leite
Eduardo Leite

Da redação do Conectado ao Poder

Em São Paulo, governador do Rio Grande do Sul se reúne com Gilberto Kassab para tratar do futuro político e da pré-candidatura do partido em 2026.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta quarta-feira (25), em São Paulo, que pretende seguir no comando do governo do RS até o fim do ano caso o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, opte por Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência da República em 2026, sinalizando que só deixaria o cargo para disputar um posto considerado por ele “maior”.

Leite deu a declaração ao desembarcar no aeroporto de Congonhas e informou que teria uma reunião com Kassab ainda na tarde do mesmo dia, encontro visto como decisivo para o rumo do PSD na eleição presidencial e para o futuro político do governador gaúcho dentro do partido.

“A eleição mais importante até aqui para mim foi a de 2022, que me escolheu governador do Rio Grande do Sul, pela primeira vez um governador reeleito na história do Rio Grande do Sul. Se eu vou deixar o meu mandato é para algo maior, que é concorrer a presidente da República num contexto que o Brasil precisa de uma alternativa. Se não houver essa possibilidade, eu permaneço no cargo até o final do meu mandato”, disse Leite.

Na véspera, Caiado esteve com Kassab em São Paulo. Segundo declarações do próprio Kassab, o governador de Goiás manifestou disposição para concorrer ao Planalto. Kassab não confirmou qual nome será escolhido como pré-candidato, embora aliados indiquem preferência por Caiado.

Leite afirmou que, por enquanto, não trabalha com a hipótese de deixar o PSD. “Não estou trabalhando com a hipótese de troca de partido, insisto que o PSD vai ter agora o momento de definir como ele se apresenta para o Brasil. Vai ser a primeira eleição presidencial com um candidato do PSD. A gente vai escolher a forma de nos apresentarmos ao país se nós queremos ser efetivamente alternativa à polarização ou se a gente vai disputar em um dos polos os votos dos eleitores que já parecem estar se consolidando naqueles polos”, declarou.

Na pesquisa Datafolha divulgada no início do mês, Leite apareceu com 3% das intenções de voto em um cenário em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou 39% e o senador Flávio Bolsonaro, 34%. Romeu Zema (Novo) registrou 4%.

Para Leite, o levantamento reflete mais a disputa entre os dois principais polos do que uma definição do eleitorado sobre as demais alternativas. “Muita gente está apresentando intenção de votos nesse momento em Lula, porque quer conter a volta dos Bolsonaros, e muita gente está indicando o voto no Flávio Bolsonaro, pelo sobrenome que carrega, porque quer conter e tirar o Lula do poder e o PT do poder. Muitos não estão entusiasmados em ter que fazer essa escolha. E, nesse momento, não conhecem o cardápio todo dos candidatos”, afirmou.

Em entrevista posterior à CNN, Leite voltou a atribuir a Kassab a decisão sobre o caminho do partido na disputa presidencial. “Agora, o presidente Kassab, conversando com as principais lideranças do partido, vai ter que entender qual é o perfil que ele pretende colocar e qual é a forma como o PSD pretende se apresentar pela primeira vez numa candidatura presidencial. Eu defendo que não seja discutindo anistia nem indulto, eu defendo que seja discutindo um novo Brasil, eu defendo que seja discutindo o futuro do nosso país. Não para ser anti-Lula, nem anti-Bolsonaro, mas para ser pró-Brasil”, disse.