Da redação
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) alertou que 273 milhões de crianças estão fora da escola no mundo, situação que persiste pelo sétimo ano consecutivo. O dado faz parte do Relatório de Monitoramento Global da Educação (GEM) 2026, divulgado em Paris, nesta semana. O documento aponta que fatores como o crescimento populacional e a redução de orçamento dificultam o acesso à educação.
Segundo o relatório, uma em cada seis crianças em idade escolar está excluída da educação, e apenas dois em cada três estudantes concluem o ensino secundário. Apesar disso, o diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, afirmou que há esperança, pois as matrículas na educação primária e secundária aumentaram 30% desde 2000. El-Enany destacou avanços alcançados por diversos países, ressaltando a importância de definir metas de acordo com o contexto nacional.
O relatório revela ainda que o progresso desacelerou em quase todas as regiões desde 2015, especialmente na África Subsaariana, devido ao crescimento populacional e conflitos. No Oriente Médio, o fechamento de escolas por tensões regionais ampliou o número de crianças fora da sala de aula. Atualmente, mais de uma em cada seis crianças vive em áreas afetadas por conflitos.
Países como Madagascar, Togo, Marrocos, Vietnã, Geórgia e Turquia conseguiram reduzir em pelo menos 80% as taxas de exclusão escolar desde 2000. No mesmo período, a Costa do Marfim praticamente reduziu pela metade a exclusão nos três principais grupos etários. Em 2024, foram registrados 1,4 bilhão de matrículas em todos os níveis, um aumento significativo em relação ao ano 2000.
O relatório também evidencia avanços em igualdade de gênero e inclusão, crescimento das taxas de conclusão escolar e aumento dos mecanismos de financiamento para a educação de populações vulneráveis. No entanto, com o ritmo atual, o mundo só atingirá 95% de conclusão do ensino médio em 2105.





