Da redação
O crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas foi celebrado de forma discreta entre aliados da direita. Apesar do avanço, parlamentares próximos avaliam que Flávio ainda precisa unificar o campo conservador em torno de seu nome para se consolidar como candidato. Segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta semana, Flávio aparece com 47,6% das intenções de voto contra 46,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um possível segundo turno.
Flávio Bolsonaro foi lançado como pré-candidato em dezembro de 2023 pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado. O desempenho nas pesquisas confirma a força do sobrenome Bolsonaro, mas não foi suficiente para conquistar setores da direita que preferiam nomes como o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado como mais moderado.
Internamente, Flávio enfrenta resistências, inclusive dentro da própria família. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, por exemplo, ainda não declarou apoio ao enteado e trabalha para reverter sua indicação. No PL, a falta de unidade é vista como reflexo da juventude do grupo bolsonarista. “Pelo fato da direita ser jovem… precisamos ter o encontro com perfeito equilíbrio”, afirmou o deputado Lincoln Portela (PL-MG).
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), busca reunir declarações públicas de apoio ao senador. “Quanto mais o Flávio fica forte nas pesquisas, mais condições a gente tem de trabalhar”, disse ao PlatôBR.
Entre governistas, o empate técnico é tratado como sinal do “pior momento” do governo devido à crise internacional. “Pesquisa é retrato do momento”, disse o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). O governo tenta conter a alta nos combustíveis com a isenção do PIS/Cofins, mas reconhece que a medida pode não ser suficiente diante dos impactos da guerra no Oriente Médio na economia.





