Da redação
O uso regular de ferramentas com inteligência artificial generativa entre profissionais do direito aumentou de 55% para 76% entre 2025 e 2026, segundo levantamento do Jusbrasil, Trybe e ITS Rio, em parceria com as seccionais da OAB de São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo.
A pesquisa ouviu mais de 1.800 estudantes, advogados e outros profissionais por meio de formulários digitais. O estudo apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais.
Conforme os dados, 76% dos respondentes utilizam IA generativa principalmente na redação de peças processuais. Outros usos apontados foram pesquisa jurídica (59%), redação de pareceres e memorandos (58%) e análise de contratos (56%). Como a pergunta era de múltipla escolha, as respostas somam mais de 100%.
O direito civil e processo civil concentram a maior parcela dos participantes (24%), seguidos por direito do trabalho e previdenciário (17%) e direito de família e sucessões (11%). Também há representatividade de áreas como atuação geral (8%), direito administrativo (7%), penal (6%), empresarial (5%), consumidor (4%), imobiliário (4%), tributário (3%) e digital (3%).
A economia de tempo foi citada por 84% dos profissionais, sendo que 37% relataram ter poupado mais de quatro dias de trabalho por mês. O aprimoramento técnico foi percebido por 91%, enquanto 75% apontaram melhora no próprio bem-estar profissional devido ao uso das ferramentas.





