Da redação
O Instituto Cão de Rodinhas atua em todo o Brasil desde 2018 para mudar a realidade de pets com deficiência. A ONG oferece informação gratuita, acolhimento e combate o preconceito que leva muitos a considerarem a eutanásia como única alternativa para animais com mobilidade reduzida, deficiência visual ou auditiva. “Queremos mostrar que pets podem ter uma vida feliz”, afirma o instituto.
Fundado por Larissa Tanaka Onuki após seu cão Argos ficar paraplégico, o instituto busca desmistificar o uso de cadeiras de rodas e combater o capacitismo animal. “Pets cegos, surdos, amputados ou paraplégicos podem viver com qualidade”, ressaltam. Cartilhas de bem-estar são distribuídas gratuitamente para tutores e clínicas, e o Clube do Cão de Rodinhas, braço do projeto, já reúne mais de mil famílias em 13 estados.
A ONG também esclarece equívocos técnicos: ao contrário de humanos, animais não devem usar cadeiras de rodas o dia inteiro, mas por cerca de 40 minutos como forma de exercício. A cartilha da entidade traz alternativas, como sacos de arrasto e botas protetoras, além de temas como manejo de bexiga, fraldas e adaptação do ambiente doméstico.
O Clube do Cão de Rodinhas promove encontros nacionais gratuitos em praças públicas, com previsão de expansão para as 27 capitais até 2026. Os participantes recebem certificado e carteirinha. Além disso, o instituto apoia cerca de 60 animais deficientes sem família, fornecendo fraldas e insumos veterinários.
Completando 8 anos em abril, o instituto é gerido por diretores voluntários e tem no Calendário de Pets com Deficiência, já na 9ª edição, uma das principais fontes de financiamento. Doações podem ser feitas via PIX (contato@caoderodinhas.com.br) ou apoio coletivo (apoia.se/caoderodinhas).





