Da redação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proibiu o sobrevoo de drones em um raio de 100 metros da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em um condomínio no Jardim Botânico, em Brasília. A decisão foi publicada neste sábado (28), após a identificação de equipamentos não autorizados sobrevoando o imóvel, segundo informou o Centro de Comunicação Social da Polícia Militar do Distrito Federal.
Na sexta-feira (27), Bolsonaro recebeu alta do Hospital DF Star, onde esteve internado desde 13 de março para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. No mesmo dia, policiais militares atuaram para impedir o uso irregular de drones nas imediações da residência do ex-presidente.
Alexandre de Moraes determinou que, caso a proibição seja descumprida, a Polícia Militar deve abater e apreender imediatamente os drones, além de efetuar a prisão em flagrante dos operadores. Segundo o ministro, a medida visa “resguardar o ambiente controlado necessário”.
Na terça-feira (24), Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro, após os advogados alegarem agravamento de problemas de saúde. O benefício tem duração inicial de 90 dias, podendo ser reavaliado ao final deste período mediante nova perícia médica.
Pela determinação de Moraes, o ex-presidente deve voltar a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, dispositivo violado anteriormente, em novembro do ano passado. Além disso, a Polícia Militar fará a segurança da residência para impedir uma possível fuga. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista.





