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Flávio Bolsonaro diz que Lula é antagonista de americanos e liga presidente a Maduro


Da redação

Durante discurso no Cpac, maior evento conservador do mundo, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é antagonista dos Estados Unidos e associou o petista ao ditador venezuelano Nicolás Maduro, preso em Nova York após captura pelos EUA no início do ano. Flávio discursou em inglês por 15 minutos, leu o teleprompter, exibiu fotos de Jair Bolsonaro ao lado de Donald Trump e comparou a trajetória dos dois, mencionando supostas tentativas de assassinato que ambos teriam sofrido.

O senador criticou Lula, mostrando uma imagem do presidente brasileiro com Nicolás Maduro em encontro realizado em Brasília, em maio de 2023. Flávio relembrou a prisão de Lula, acusou o petista de corrupção e sugeriu uso de recursos da Usaid para sua volta ao poder. Ele também alegou suposta interferência da administração Biden nas eleições de 2022. “Não queremos interferência nas eleições brasileiras como a administração Biden fez para trazer Lula ao poder”, declarou.

Durante o evento, Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, manifestou preocupação com o PL das Big Techs e afirmou que “65% dos nossos eleitores de direita se informam através das redes sociais”, alertando para os riscos de censura digital. Flávio também usou termos populares entre conservadores americanos e defendeu o rompimento da dependência do Brasil em relação à China.

Segundo Flávio, pesquisas apontam empate técnico com Lula em eventual segundo turno, enquanto o Polymarket, em 28 de abril, o indica com 43% de chances de vitória contra 42% de Lula. Ele prometeu um “projeto conservador de vanguarda” caso eleito, encerrando o que classifica como “herança maldita” da esquerda.

O senador ainda criticou Lula por suposto lobby para evitar que facções criminosas brasileiras fossem classificadas como terroristas pelos EUA. Apontou a revogação do visto de Darren Beattie e afirmou que o Brasil estaria “expulsando diplomatas americanos”, algo que considerou sem precedentes.