Da redação
Um mês após o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, iranianos pró-Trump residentes nos EUA rejeitam qualquer possibilidade de acordo entre Washington e Teerã. Eles afirmam que “não se negocia com terroristas” e aguardam que o presidente americano esteja apenas blefando ao sinalizar negociações, mantendo em segredo seus planos para o conflito.
Durante a CPAC em Dallas, a maior conferência conservadora dos EUA, Babak Sotoudeh, 50, que vive no país desde os anos 1990, defendeu que o objetivo deve ser o “colapso total do regime” iraniano. “Esperamos que o presidente não negocie com eles. São facções que sequestraram o povo iraniano”, declarou Sotoudeh, que trabalha no setor financeiro.
Donald Trump, desde o início da guerra, declarou que os ataques têm como justificativa supostas ameaças nucleares do Irã e ressaltou que a mudança de regime deve partir dos próprios iranianos. Sotoudeh acredita que muitos veem em Reza Pahlavi, filho do xá deposto, uma possível liderança, embora Pahlavi seja criticado por exilados e não possua base organizada no Irã.
No CPAC, Pahlavi discursou para apoiadores, foi saudado por manifestantes pró-EUA e reiterou que o regime atual “não é composto por agentes de acordos, mas de caos”. “Milhões de iranianos têm me chamado para liderar a transição para a democracia e aceitei esse chamado”, afirmou Pahlavi.
Fora do evento, com bandeiras do Irã pré-revolução e camisetas com o rosto de Pahlavi, iranianos organizavam atos de apoio. Bita Behgooy, 32, relatou ter deixado o Irã após protestos de 2009 e criticou a repressão do regime. Já Nick Mohajir, 73, apoia a intervenção dos EUA e Israel, acreditando que o povo iraniano precisa de ajuda para se defender.





