Da redação
As eleições de 2026, previstas para o primeiro turno em 4 de outubro, contarão com um recorde de mulheres no comando da Justiça Eleitoral. Segundo dados oficiais, cerca de 25% das presidências dos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do país serão ocupadas por mulheres, um marco histórico para a representatividade de gênero em cargos de liderança nos pleitos brasileiros.
A presença feminina se destaca também no comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualmente liderado pela ministra Cármen Lúcia, única mulher entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Cármen Lúcia coordena a organização das eleições de 2026 desde sua posse, em junho de 2024.
Entre as desembargadoras já à frente dos TREs estão representantes do Acre, Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Sergipe. Além delas, outras duas magistradas assumirão o comando de tribunais regionais antes do pleito: Francisca Galiza tomará posse no Maranhão em 29 de abril, e Elizabeth Maria da Silva assumirá a presidência do TRE de Goiás em 30 de abril.
Em comparação, nas eleições municipais de 2024, seis estados tinham mulheres na presidência dos TREs: Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Paraíba, Roraima e Santa Catarina. Já em 2022, apenas quatro tribunais eram comandados por desembargadoras, nos estados da Paraíba, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Roraima.
Com o novo recorde, a representatividade feminina nas presidências dos TREs dobrou em relação às últimas eleições presidenciais, consolidando avanços no espaço das mulheres no Judiciário Eleitoral brasileiro.





